A Razão Áurea representa a mais agradável proporção entre
dois segmentos ou duas medidas, é uma procura constante da harmonia e da beleza
que leva Piet Mondrian a encontrar a matemática. Mondrian descobriu o famoso
número de ouro e com ele chegou ao retângulo de ouro. Partilhou com Da Vinci a
idéia de que a arte deveria ser sinônimo de beleza e movimento contínuo, por
isso ambos utilizaram o retângulo de ouro. A razão de ouro exprime movimento,
pois mantém-se em espiral até ao infinito, e o retângulo de ouro exprime a
beleza, pois é uma forma geométrica agradável à vista. Assim, o retângulo de
ouro passou a ser presença constante em suas pinturas.
Perfeição e harmonia
O número de ouro é um valor numérico aproximado de 1,618.
Este número irracional é considerado por muitos o símbolo da harmonia.
O número de ouro é exatamente (1+raiz quadrada(5))/2, que
aproximadamente é 1,618033988749894848204...
O número de ouro é considerado como sendo a “proporção
divina” e foi utilizado ao longo da história, em variados contextos:
Na Grande Pirâmide de Gizé, construída pelos egípcios, o
quociente entre a altura de uma face pela metade do lado da base é quase 1,618;
A Fídias atribui-se a construção do Partenon Grego em Atenas,
templo representativo do século de Péricles, usando o Retângulo de Ouro (a
razão entre o comprimento e a largura é o número de ouro) na sua base e
fachada;
Euclides, no seu livro “Os Elementos”, utilizou o número de
ouro para construir o primeiro pentágono regular e os dois sólidos regulares
mais complexos, o dodecaedro (12 faces pentagonais) e o icosaedro (20 faces
triangulares);
Os Pitagóricos usaram também a seção de ouro na construção da
estrela pentagonal;
A contribuição de Fibonacci ou Leonardo de Pisa para o número
de ouro está relacionada com a solução do problema dos coelhos publicado no seu
livro Liber Abaci, que deu origem à seqüência de números de Fibonacci: as
sucessivas razões entre um número e o que o antecede vão-se aproximando do
número de ouro;
Frei Luca Pacioli publicou em 1509 um livro com o titulo de
“De Divina Proportione”, com ilustrações de sólidos platônicos realizados pelo
seu amigo Leonardo Da Vinci, no qual relaciona o número de ouro polígonos
regulares e sólidos platônicos;
Kepler baseou a sua teoria cósmica nos cinco sólidos platônicos
e na sua relação com o número de ouro;
Le Corbusier (arquiteto francês) e Salvador Dali são dois dos
muitos artistas que utilizam o número de ouro nas suas obras.
O número é também utilizado para desenhar espirais
semelhantes às que encontramos na Natureza, por exemplo, no centro dos
girassóis, nas pinhas e nos moluscos.
Na atualidade algumas construções, como por exemplo, o
edifício das Nações Unidas, em Nova Iorque, e até objetos do dia a dia, como,
por exemplo, o cartão de crédito, estão ligados ao retângulo de ouro e desta
forma estão ligados ao número de ouro.
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