Se desenharmos um retângulo cuja razão entre os comprimentos
dos lados maior e menor é igual ao número de ouro obtemos um retângulo de ouro.
O retângulo de ouro é um objeto matemático que marca forte presença no domínio das artes, nomeadamente na arquitetura, na pintura, e até na publicidade. Este fato não é uma simples coincidência já que muitos testes psicológicos demonstraram que o retângulo de ouro é de todos os retângulos o mais agradável à vista.
O retângulo de ouro é um objeto matemático que marca forte presença no domínio das artes, nomeadamente na arquitetura, na pintura, e até na publicidade. Este fato não é uma simples coincidência já que muitos testes psicológicos demonstraram que o retângulo de ouro é de todos os retângulos o mais agradável à vista.
Construção de um retângulo de ouro
Basta seguir as indicações e ter à mão uma folha de papel, um
lápis, compasso e uma régua ou esquadro.
1º Desenhar um quadrado qualquer na folha (o lado do quadrado
será a largura do retângulo de ouro);
2º Marcar os pontos médios dos lados de “cima” e de “baixo”
do quadrado;
3º Traçar a reta que passa pelos pontos médios (verificar que
o quadrado ficou dividido em dois retângulos congruentes);
4º Num dos retângulos traçar uma das suas diagonais.
5º Com o compasso desenhar a circunferência que tem centro no
ponto médio de onde parte a diagonal, tendo como raio essa diagonal;
6º Prolongar o lado do quadrado até encontrar a
circunferência (este novo segmento é o comprimento do retângulo de ouro)
Relativamente a esta divisão, o matemático alemão Zeizing
formulou, em 1855, o seguinte princípio:
"Para que um todo dividido em duas partes desiguais
pareça belo do ponto de vista da forma, deve apresentar a parte menor e a maior
a mesma relação que entre esta e o todo."
A divisão de um segmento feita segundo essa proporção
denomina-se divisão áurea, a que Euclides chamou divisão em média e extrema
razão, também conhecida por secção divina pelo matemático Luca Pacioli ou
secção áurea segundo Leonardo da Vinci.
O número de ouro é representado pela letra, em homenagem a
Fídias (Phideas), famoso escultor grego, por ter usado a proporção de ouro em
muitos dos seus trabalhos.
Espiral de ouro.
Espiral de ouro.
Um retângulo de ouro tem a interessante propriedade: se o
dividirmos num quadrado e num retângulo, o novo retângulo é também de ouro.
Repetido este processo infinitamente e unidos os cantos dos quadrados gerados,
obtém-se uma espiral a que se dá o nome de espiral de ouro.


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